25 mar 2010

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Homenageada do dia: Anne Frank

Talvez você conheça a homenageada de hoje por ler um livro que fez sucesso e que conta a sua história, o “Diário de Anne Frank”.  Aos 13 anos, Anne ganhou um caderno para diário que permitiu que o mundo conhecesse os relatos de uma vítima do holocausto nazista. O diário foi publicado em 1947 e vendeu mais de 30 milhões de exemplares por todo o mundo. Lembro de quando era mais nova  e ao ler este livro fiquei sem palavras com a história e a forma com que Anne relatava todos os fatos ao diário.

Bom, mas para quem não conhece, Anne Frank nasceu em 1929 em Frankfurt-am-Main. Chamada pelos pais de Anne, a filha do comerciante judeu Otto Frank emigrara com a família para Amsterdã em 1933, após a ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha. O pai de Anne decide se esconder com a família em uma sala na parte de trás do seu negócio. O anexo secreto fica na Rua Prinsengracht, 263, em Amsterdã (Holanda). Nele, Anne escreveu a maior parte de seu diário, um dos símbolos da perseguição aos judeus durante o regime de Hitler.

Assim começou o cotidiano do esconderijo onde vivia com os pais, a irmã e mais quatro pessoas. Foram 25 meses de medo. A tensão era enorme para manter o silêncio absoluto durante o dia. A fábrica funcionava normalmente, e somente alguns empregados sabiam do anexo. Por isso, as pessoas só podiam andar descalças, ficar sentadas e sussurrar. Apenas uma escada e uma estante as separavam do resto do armazém. “Não poder sair me deixa mais chateada do que posso dizer, e me sinto aterrorizada com a possibilidade de nosso esconderijo ser descoberto e sermos mortos a tiros”, escreveu Anne.

A jovem queria ser escritora e não deixava de sonhar jamais. Por isso, em 1944, reescreveu o começo do diário, para uma futura publicação como cartas a uma amiga imaginária, Kitty. Como qualquer adolescente, se apaixonou pela primeira vez por Peter, um garoto que também se escondia no anexo. Neste mesmo ano, em agosto, o esconderijo foi descoberto e os clandestinos ficaram numa prisão em Amsterdã até o dia 8, quando foram transferidos para Westerbork, campo de triagem para judeus no norte da Holanda. Em 3 de setembro, foram deportados para Auschwitz (Polônia).

Anne e Margot, sua irmã, foram separadas dos pais e transferidas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, perto de Hannover (Alemanha), onde morreram de tifo. O único sobrevivente foi Otto Frank, o pai de Anne, libertado pelo exército russo e repatriado para Amsterdã, onde recebeu o diário da filha, protegido por Miep Gies. Depois disso, ele dedicou a sua vida a espalhar as mensagens de sua filha até morrer em agosto de 1980.

“Cerca de dez anos depois do fim da guerra, vai parecer esquisito quando se disser como nós judeus vivemos, comemos e conversamos aqui. (…) Não quero ter vivido inutilmente, como a maioria das pessoas. Quero ser de utilidade e alegria para as pessoas que vivem à minha volta e para as que não me conhecem”

Fonte: Educação Uol e Editora Record


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Mari Rodrigues